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Os maiores erros que as empresas cometem

Brasil é um país criativo, mas ainda erra na hora de investir em inovação e gerar resultados, afirma especialista.

 

Em tempos de crise econômica, empresas devem apostar em inovação e em ressaltar diferenças para vencer as barreiras do mercado, que incluem perda de receita e aumento de custos.

 

Executivos e funcionários de diversas empresas participam de programas de criatividade, mas nem sempre o que lhes é apresentado se transfere para o dia a dia na transformação de suas práticas diárias.

 

“É muito comum observar ao término de alguns workshops e oficinas, profissionais motivados, mas que ao voltarem para seus ambientes de trabalho, permanecem pensando e realizando suas atividades da mesma maneira”, diz Jean Sigel, do projeto FiTi – From Imagination to Innovation, que oferece aulas e consultorias sobre criatividade e inovação para empresas e profissionais.

 

Anualmente é publicado o Global Innovation Index – GII, um importante documento que divulga o estado da arte da inovação pesquisado entre 141 países do mundo. Este documento é elaborado por três instituições de renome internacional: Johnson Cornell University, INSEAD, Business School for the World e WIPO – World Intelectual.

 

Esse ranking analisa sete indicadores. São eles: instituições, capital humano e pesquisas, infraestrutura, sofisticação de mercado, sofisticação dos negócios, resultados de conhecimento e tecnologia e resultados da criatividade.

 

O Brasil ocupa o 70º lugar do ranking, atrás de países da América Latina como Chile (42º), Costa Rica (57º), México (57º), Colômbia (67º) e Uruguai (68º). O lista dos dez países mais inovadores em 2015 foi Suíça, Reino Unido, Suécia, Holanda, USA, Finlândia, Singapura, Irlanda, Luxemburgo e Dinamarca.

 

“Embora muitos dizem que o brasileiro é muito criativo, e realmente é, poucos consideram a si mesmos como criativos, independente de perfil ou expertise. Isso acontece pelo pouco conhecimento que temos com relação ao real conceito e prática de criatividade, uma vez que a maioria acredita que é uma competência importante apenas a pessoas ligadas à comunicação e artes”, completa Sigel. que cita cinco erros que muitas empresas cometem na hora de inovar. São eles:

 

1. É preciso implementar de ponta a ponta os processos de criatividade e inovação para toda a empresa e não apenas setorialmente. Muitas companhias apenas falam sobre isso e não sabem como colocar em prática. Inovação acaba virando um discurso solto, quase um mantra da empresa. Mas, na hora em que seus profissionais são cobrados por isso, pouca coisa surge, pois além de não se considerarem criativos, a maioria não percebe o valor de seu papel nos processos de inovação corporativa. Criatividade vem das pessoas, já a inovação é processo aplicado pela coletividade. Por essa razão é preciso criar uma estratégia que aposta na imaginação das pessoas, à inovação da empresa.

 

2. Muitas empresas têm medo de inovar. A possibilidade de mudança ainda gera medo e desconfiança por parte de executivos.Esse comportamento acaba gerando uma cultura de comodismo nos gestores e funcionários. É algo como “se estou fazendo meu trabalho, entregando meu negócio, e está bom assim, por que arriscar?”. “Torna-se mais cômodo manter o mais do mesmo do que tentar algo a mais. Esta é uma estratégia muito arriscada, pois com a velocidade do mercado e das inovações, é preciso não apenas gerenciar o presente, mas criar o futuro”, cita Jean.

 

3. Criatividade pura e solta não gera resultados. Está na moda a criação de “labs” e comitês de inovação em muitas corporações. Mas de nada adianta uma iniciativa como essas se não há um propósito claro em toda a empresa. Além disso, os funcionários precisam se considerar parte desse processo de inovação no dia a dia. Não só depende dos líderes. O funcionário deve reconhecer seu papel e dever como inovador, e a empresa estimula e dá espaço para que isso aconteça de forma aplicada como cultura.

 

4. Copiar processos inovadores de outras empresas nem sempre dá certo. O que funcionou para uma pode não dar resultado algum para outra. As ferramentas de inovação precisam ser aplicadas de acordo com as características, histórias, metas e propósitos de cada empresa.

 

5. Empresas e profissionais precisam aprender a olhar ao redor e entender que mudanças estão sempre acontecendo, seja no mercado, no produto, em processos ou até na própria profissão. Somos regidos por circunstâncias que a todo instante acontecem e nos impactam, positiva ou negativamente. Por isso é preciso estar atento, colaborar mais, se comunicar e conectar mais dentro e fora da empresa.

 

Fonte: Administradores.com

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